Petróleo
O petróleo é uma substância oleosa, inflamável, menos densa que a água, com cheiro característico e de cor variando entre o negro e o castanho escuro.
O petróleo é um recurso natural abundante, porém sua pesquisa envolve elevados custos e complexidade de estudos. É também atualmente a principal fonte de energia. Serve como base para fabricação dos mais variados produtos, dentre os quais destacam-se: benzinas, óleo diesel, gasolina, alcatrão, polímeros plásticos e até mesmo medicamentos. Já provocou muitas guerras, e é a principal fonte de renda de muitos países, sobretudo no Oriente Médio.
Além de gerar a gasolina que serve de combustível para grande parte dos automóveis que circulam no mundo, vários produtos são derivados do petróleo como, por exemplo, a parafina, gás natural, GLP, produtos asfálticos, nafta petroquímica, querosene, solventes, óleos combustíveis, óleos lubrificantes, óleo diesel e combustível de aviação.
A hipótese mais aceita leva em conta que, com o aumento da temperatura, as moléculas do querogênio começariam a ser quebradas, gerando compostos orgânicos líquidos e gasosos, num processo denominado catagênese. Para se ter uma acumulação de petróleo seria necessário que, após o processo de geração (cozinha de geração) e expulsão, ocorresse a migração do óleo e/ou gás através das camadas de rochas adjacentes e porosas, até encontrar uma rocha selante e uma estrutura geológica que detenha seu caminho, sobre a qual ocorrerá a acumulação do óleo e/ou gás em uma rocha porosa chamada rocha reservatório.
É de aceitação para a maioria dos geólogos e geoquímicos, que ele se forme a partir de substâncias orgânicas procedentes da superfície terrestre (detritos orgânicos), mas esta não é a única teoria sobre a sua formação.
Uma outra hipótese, datada do século XIX, defende que o petróleo teve uma origem inorgânica, a partir dos depósitos de carbono que possivelmente foram formados com a formação da Terra.
A exploração do petróleo
A reconstrução da história geológica de uma área, através da observação de rochas e formações rochosas, determina a probabilidade da ocorrência de rochas reservatório.
A utilização de medições gravimétricas, magnéticas e sísmicas, permitem o mapeamento das estruturas rochosas e composições do subsolo. A definição do local com maior probabilidade de um acúmulo de óleo e gás é baseada na sinergia entre a Geologia, a Geofísica e a Geoquímica, destacando-se a área de Geo-Engenharia de Reservatórios.
O transporte do petróleo
Pelo fato dos campos petrolíferos não serem localizados, necessariamente, próximos dos terminais e refinarias de óleo e gás, é necessário o transporte da produção através de embarcações, caminhões, vagões, ou tubulações (oleodutos e gasodutos).
O refino do petróleo
Apesar da separação da água, óleo, gás e sólidos produzidos, ocorrer em estações ou na própria unidade de produção, é necessário o processamento e refino da mistura de hidrocarbonetos proveniente da rocha reservatório, para a obtenção dos componentes que serão utilizados nas mais diversas aplicações (combustíveis, lubrificantes, plásticos, fertilizantes, medicamentos, tintas, tecidos, etc..).
As técnicas mais utilizadas de refino são:
I) destilação,
II) craqueamento térmico,
III) alquilação e
IV) craqueamento catalítico.
A distribuição do petróleo
Os produtos finais das estações e refinarias (gás natural, gás residual, GLP, gasolina, nafta, querosene, lubrificantes, resíduos pesados e outros destilados) são comercializados com as distribuidoras, que se incumbirão de oferecê-los, na sua forma original ou aditivada, ao consumidor final.
Poluição
Muitos dos poluentes são originados por fontes diretamente identificáveis como por exemplo: o Dióxido de Enxofre que tem como origem as centrais termoelétricas a carvão ou petróleo. Existem outros casos nos quais a origem é bem mais remota e os poluentes formam-se a partir da ação da luz solar sobre materiais bastante reativos. Para este caso temos o exemplo do Ozônio que é um poluente muito perigoso quando constituinte do chamado ''smog''. O Ozônio é produto das interações entre Hidrocarbonetos e Óxidos de Azoto quando sob a influência da luz solar. Mas mesmo sem conseguir identificar objetivamente a sua origem sabe-se que o Ozônio tem sido causa de grandes danos sobre campos de cultivo.
Os resíduos petrolíferos são, basicamente, hidrocarbonetos que vão originar diversas fontes de poluição no meio marinho.
Mais de quatro milhões de toneladas de petróleo são lançadas ao mar por ano, por meio de:
* exploração de poços de petróleo no mar;
* limpeza dos tanques dos petroleiros e acidentes com estes;
* refinarias e instalações petroquímicas costeiras;
* resíduos urbanos;
* carreamento por águas das chuvas em áreas urbanas;
* carreamento pelas águas dos rios;
* barcos de pesca ou recreação;
* infiltrações naturais;
* precipitação atmosférica.
Esse tipo de poluição provoca a morte de muitos animais, origina as praias sujas de petróleo e de outros tipos de hidrocarbonetos, mas, mais grave ainda, são os efeitos “subletais” que aparecem nas espécies marinhas, levando ao seu desaparecimento em certos meios e provavelmente originando doenças ao homem.
Petróleo derramado por navios-tanques causa a morte de numerosas aves marinhas.
Sozinho o petróleo não é nada, mas através do seu refinamento, o petróleo da origem à produção de diversas substâncias químicas (hidrocarbonetos) usadas pela indústria de plásticos e pelas indústrias químicas, além da gasolina, do óleo diesel, de óleos para máquinas e de asfalto. Tais hidrocarbonetos são pontos de partida para a obtenção de muitos compostos químicos através de reações químicas (sínteses).
A indústria petroquímica: conceituação
Petróleo e gás natural são normalmente percebidos pelo grande público como sendo essencialmente fontes primárias de combustíveis, seja para uso em meios de transporte na forma de gasolina, diesel ou mesmo gás, seja para geração de calor industrial por combustão em fornos e caldeiras. Todavia, nem todos tem presente que é também do processamento inicial desses mesmos recursos naturais que provêm as matérias-primas básicas de um dos pilares do sistema industrial moderno, a indústria petroquímica. Partindo geralmente ou da nafta, que é uma fração líquida do refino do petróleo, ou do próprio gás natural tratado, os sofisticados processos petroquímicos são capazes de quebrar, recombinar e transformar as moléculas originais dos hidrocarbonetos presentes no petróleo ou no gás, gerando, em grande escala, uma diversidade de produtos, os quais, por sua vez, irão constituir a base química dos mais diferentes segmentos da indústria em geral. Atualmente, é possível identificar produtos de origem petroquímica na quase totalidade dos ítens industriais consumidos pela população tais como embalagens e utilidades domésticas de plástico, tecidos, calçados, alimentos, brinquedos, materiais de limpeza, pneus, tintas, eletro-eletrônicos, materiais descartáveis e muitos outros.
Tipicamente, podem ser distinguidos três estágios, ou gerações, industriais na cadeia da atividade petroquímica: (1) indústrias de 1a. geração, que fornecem os produtos petroquímicos básicos, tais como eteno, propeno, butadieno, etc; (2) indústrias de 2a. geração, que transformam os petroquímicos básicos nos chamados petroquímicos finais, como polietileno (PE), polipropileno (PP), polivinilcloreto (PVC), poliésteres, óxido de etileno etc.; (3) indústrias de 3a. geração, onde produtos finais são quimicamente modificados ou conformados em produtos de consumo. A indústria do plástico é o setor que movimenta a maior quantidade de produtos fabricados com materiais petroquímicos.
A manutenção da competitividade exige que as modernas indústrias petroquímicas estejam fisicamente interligadas em 'pólos petroquímicos', com os fornecedores de nafta ou de gás natural a montante (upstream), e com as empresas utilizadoras de seus produtos a jusante (downstream). Normalmente, nas atividades de 1a. geração dos pólos estão também incluídas a prestação de serviços de utilidades, tais como fornecimento de água industrial, energia, tratamento de efluentes, manutenção, etc. Enquanto que a totalidade das plantas de 1a. e 2a. gerações freqüentemente ficam localizadas nos pólos, a maioria das indústrias de 3a. geração se apresenta distribuída por outras regiões, mesmo afastadas.
Em geral, a competitividade da indústria petroquímica está criticamente associada a fatores como grau de verticalização empresarial, grandes economias de escala, disponibilidade e garantia de fornecimento de matéria-prima, altos investimentos em tecnologia e logística de distribuição de produtos. Tais fatores fazem com que o segmento petroquímico seja um campo onde jogam apenas empresas de grande porte, as mais importantes com elevado grau de internacionalização das atividades.
Potencial no Brasil
O potencial brasileiro de petróleo após a descoberta da bacia de tupi é alto chegando até uma “falsa auto-suficiência”, porque isso só é possível se todas as estações petrolíferas trabalhassem a todo vapor. Mesmo assim o potencial brasileiro de petróleo é muito forte.
Maiores Produtores
Valores de produção em 2006, em milhões de barris por dia:
1. Arábia Saudita (OPEP)
10,7
2. Rússia
9,6
3. Estados Unidos
8,3
4. Irã (OPEP)
4,1
5. República Popular da China
3,8
6. México
3,7
7. Canadá
3,2
8. Emirados Árabes Unidos (OPEP)
2,9
9. Venezuela (OPEP)
2,8
10. Noruega
2,7
11. Kuwait (OPEP)
2,6
12. Nigéria (OPEP)
2,4
13. Brasil
2,1
14. Argélia (OPEP)
2,1
15. Iraque (OPEP)
2,0
Maiores exportadores
1. Arábia Saudita (OPEP)
8,6
2. Rússia
6,5
3. Noruega 1
2,5
4. Irã (OPEP)
2,5
5. Emirados Árabes Unidos (OPEP)
2,5
6. Venezuela (OPEP)
2,2
7. Kuwait (OPEP)
2,1
8. Nigéria (OPEP)
2,1
9. Argélia (OPEP)
1,8
10. México 1
1,6
11. Líbia 1 (OPEP)
1,5
12. Iraque (OPEP)
1,4
13. Argélia (OPEP)
1,3
14. Cazaquistão
1,1
15. Canadá
1,0
1 Países que já ultrapassaram o pico de produção
Maiores importadores
Valores de Importação em 2006, em milhões de barris por dia:
1. Estados Unidos
12,2
2. Japão
5,0
3. República Popular da China
3,4
4. Alemanha
2,4
5. Coréia do Sul
2,1
6. França
1,8
7. Índia
1,6
8. Itália
1,5
9. Espanha
1,5
10. República da China
0,942
11. Países Baixos
0,936
12. Singapura (Cingapura)
0,787
13. Tailândia
0,606
14. Turquia
0,576
15. Bélgica
0,546
Maiores consumidores
Valores de consumo em 2006, em milhões de barris por dia:
1. Estados Unidos
20,5
2. República Popular da China
7,2
3. Japão
5,2
4. Rússia
3,1
5. Alemanha
2,6
6. Índia
2,5
7. Canadá
2,2
8. Brasil
2,1
9. Coréia do Sul
2,1
10. Arábia Saudita (OPEP)
2,0
11. México
2,0
12. França
1,9
13. Reino Unido
1,8
14. Itália
1,7
15. Irã (OPEP)
1,6
Diminuição da poluição
A diminuição da poluição pode ser feita através da “troca” de fontes de energia e de matéria prima para produtos do qual a sua matéria prima é o petróleo, assim ajudando o meio ambiente.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário